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Amazônia ribeirinha: uma cartografia bailante

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Amazônia ribeirinha: uma cartografia bailante

UNI073 | Sobre a disciplina

A disciplina transversal UNI073 – Amazônia Ribeirinha: Uma Cartografia Bailante aconteceu no segundo semestre de 2022 e foi um convite de viagem à distância com reflexões sobre a(s) Amazônia(s) ribeirinha(s), considerando as relações e saberes-fazeres dos ribeirinhos com a natureza, a transescalaridade, o espaço/tempo, a habitação palafítica e a urbanização extensiva. 

O objetivo da disciplina foi o desenvolvimento de cartografias a partir da produção gráfica de relatos compartilhados, com o uso de linguagens diversas (textos, vídeos, sons, desenhos, relatos etc.), a fim de viabilizar conflitos e fortalecer re-existências.

Desenvolvimento

Diante de inquietações vindas de investigações em BH e no Amapá, foi aberta uma disciplina optativa na Escola de Arquitetura da UFMG, cujo objetivo era construir uma “Cartografia Bailante” sobre as Amazônias Ribeirinhas. Ressalta-se que Amazônias no plural, porque a Amazônia são várias e diversas, e  Bailante porque o Arquipélago do Bailique foi o ponto de partida da disciplina  e seu nome vem da imagem “ilhas que bailam“. 

Mas bailante também porque a intenção era cartografar o território de forma aberta e não-prefigurada, a partir do desafio: como identificar se algo é da ordem da resistência ou da sujeição, respeitando o caráter subversivo das práticas cotidianas, mas, ao mesmo tempo, sem cair na sua  idealização/ romantização? Como manter o pressuposto relacional da cartografia sem ignorar contextos diferentes, mas, ao mesmo tempo, sem fixar identidades? Como construir híbridos, sem apagar as diferenças?

Em função  da distância geográfica entre o local da disciplina e a Amazônia, o convite lançado foi de uma investigação-viagem, diante da qual os alunos deveriam recorrer às 3 categorias analíiticas propostas por Haesbaert (normativa, conceitual e da prática), trazidas para a disciplina como manual de viagem, guia de viagem e caderno de viagem, respectivamente.

Nas primeiras aulas, foram recebidos palestrantes que apresentaram suas pesquisas e repertórios como forma de introduzir os alunos ao tema das amazônias ribeirinhas. Dinâmicas interativas entre os alunos também foram realizadas em cima de três grandes mapas do arquipélago do Bailique, onde os participantes tiveram que relacionar diferentes imagens do local e costurá-las com textos das características que encontravam em comum entre elas.

Trabalho final

O trabalho final consistiu na construção de um grande mapa seguindo o curso do rio Amazonas, apontando algumas cidades principais e, nelas, reunindo informações sobre as materialidades, as resistências e as identidades do local. As fotos também foram separadas em cores que representavam as perguntas: o que? por que? com quem? e com o que (natural e inventos)?

Para mesclar as 3 maneiras de viajar propostas por Haesbaert, foram usadas 6 perguntas disparadoras elencadas pelo Método Cartográfico Indisciplinar (onde, o que, por que, com quem, com o que), que funcionaram como marcadores na seleção das imagens e dos textos compartilhados nas aulas expositivas, palestras com convidados e bibliografia disponibilizada:

O que: rosa

Por que: azul

Com quem: marrom

Com o que (natural e inventos): verde

Situadas sobre o curso do rio Amazonas (onde), as imagens e textos foram costuradas por linhas de cores diferentes, a partir de arranjos híbridos, que definiram  3 eixos de leitura: 

Materialidades – com o que ( natural e inventos): branco

Identidades – com quem + com o que (natural e inventos) e por que: amarelo

Partindo do pressuposto que as relações de poder acontecem de várias formas e em escalas diversas, e que movimentos de resistência podem se manifestar para além das formas evidentes, aposta-se aqui na costura transversal dos eixos materialidades e identidades para a construção de outros indicativos das relações de resistência.

Resistências: vermelho

Alun@s

Ana Luisa Carvalho

Andriel Felipe Dias

Jade Alvarenga Dalfior

Laura Julia Rodrigues

Pedro Triani

Pernille Sambourg

Assessoria técnica: uma prática em movimento

Assessoria técnica: uma prática em movimento

PRJ052 | Ementa

Esta disciplina teve como objetivo a discussão sobre a Assessoria Técnica realizada por arquitetos e urbanistas em parceria com moradores de territórios populares.  Tendo como suporte a Cartografia das Controvérsias,  os alunos analisaram algumas das práticas de assessoria técnica compartilhadas em sala de aula.  A turma foi então dividida em 3 grupos, considerando-se  3 territórios diferentes (Ocupação Manoel Aleixo – Santa Luzia; Ocupação Cidade De Deus – Sete Lagoas;  Vale das Ocupações – Barreiro, BH) e para  cada qual foi desenvolvido um  instrumento de interlocução (jogos), que fosse capaz de fomentar discussões sócio espaciais junto aos moradores do território em questão.

Alun@s

Beatriz Carvalho Avidago

Cecília Ellen Domingueti

Erika Kochi Hashimoto

Hilder Augusto Monteiro de Almeida

Jade Dalfior

Lara Colares

Luana Don Mendonca

Maria Laura Ranuja Rodrigues

Marina Rohlfs Naves

Pedro Triani Freitas

Racine

Ricardo Aleixo

Projeto Integrado de Arquitetura e Urbanismo

Projeto Integrado de Arquitetura e Urbanismo

ARQ040 | Ementa

Desenvolvimento de habilidades e competências para conceber projetos integrados de edificações complexas, de desenho urbano e de paisagismo de espaços livres, envolvendo problemas de requalificação de áreas urbanas degradadas, de mobilidade urbana e de intervenções de alto impacto ambiental. Capacidade de problematizar situações por meio da análise crítica dos aspectos sociais, econômicos, ambientais, técnicos, legais e do espectro de necessidades, aspirações e expectativas individuais e coletivas relativos à produção e ao uso do espaço. Proposição e representação do projeto para a realização da construção.

Professores responsáveis

Profa. Dra.  Gisela Barcellos de Souza – URB

Profa. Dra. Luciana Souza Bragança – PRJ 

Prof. Dr. Marcos Felipe Sudré Saidler – URB

Profa Dra. Juliana Torres de Miranda – PRJ

Objetivos

  • Desenvolver e consolidar a capacidade de sistematização e análise de dados e informações urbanas em diferentes escalas, de elaboração de mapas temáticos e diagramas que permitam a elaboração posterior de estratégias para projeto;
  • Formular uma interpretação própria a respeito das lógicas e relações subjacentes a conjunto de dados previamente sistematizados sobre uma determinada situação urbana analisada sob a perspectiva de diferentes escalas;
  • Destacar elementos que possam ser tomados como problemáticas de investigação por meio do projeto e nortear a proposição de intervenção urbanística, paisagística e arquitetônica;
  • Propor soluções urbanísticas e arquitetônicas integradas, articuladas à estrutura urbana, com ênfase em problemas de requalificação urbana, ambiental e de mobilidade urbana;
  • Lidar com temas (programas) arquitetônicos de maior complexidade funcional, voltados para usos de forte caráter público;
  • Lidar com estruturas portantes atípicas, que envolvam a utilização de sistemas estruturais não convencionais;
  • Apresentar de forma clara, objetiva e criativa ideias e estratégias urbanísticas e arquitetônicas.

Temática a ser trabalhada

A disciplina Projeto Integrado de Arquitetura e Urbanismo (PIAU) tem como objetivo investigar, por meio da elaboração de um projeto urbano e arquitetônico de espaços e infraestruturas públicas, as possibilidades abertas por um conjunto de propostas em debate para a cidade e para a Região Metropolitana de Belo Horizonte: o PlanMob, a linha 2 de Metrô, o Novo Plano Diretor, o PDDI e o Macrozoneamento Metropolitano. 

Neste semestre, esse conjunto de propostas ⎯ considerando as afinidades e dissonâncias entre essas ⎯ será examinado a partir de duas questões: (1) a execução da linha 2 de metrô de BH (Barreiro-Calafate), considerando a previsão de uma ESTAÇÃO integrada de modal sobre trilhos (Estação Amazonas); (2) a questão das ÁGUAS em BH, investigando a relação Cidade x Natureza a partir da confluência das águas do Ribeirão Arrudas, dos Córregos do Bonsucesso e Betânia, de um canal fechado que partem da encosta do Vista Alegre e de afloramentos junto às margens. O contexto local de estudo compreende, portanto, as áreas de domínio da ferrovia (futuro trilho do Metrô), o Ribeirão Arrudas, a Avenida Tereza Cristina, a avenida Amazonas, englobando áreas de grandes equipamentos, dos bairros Nova Suiça, Nova Gameleira, Vila Guaratã e Salgado Filho.

Dar-se-á ênfase na articulação do projeto urbano-arquitetônico à micromobilidade urbana; ou seja, deve-se investigar as possíveis articulações entre uma rede de transportes não motorizados, ônibus e a estação de metrô proposta, bem como sua interação com táxis/aplicativos, cargas e veículos automotivos individuais. A partir da análise crítica dos diferentes planos elaborados para a cidade e a RMBH, dever-se-á formular uma hipótese transescalar para o lugar a partir da inserção da nova estação e investigar novas estratégias de intervenções urbanas. O projeto integrado de arquitetura e urbanismo deverá contemplar a construção de infraestruturas de articulação entre a nova estação de metrô e seu entorno, o emprego de instrumentos de política urbana que conduzam os seus impactos aos efeitos almejados no entorno, bem como elaborar propostas para micro e/macrodrenagem e proporcionar a valorização de espaços livres públicos. As soluções a serem investigadas no PIAU deverão considerar os pressupostos da inclusão social e da sustentabilidade socioambiental, bem como potencializar o convívio social e as manifestações públicas da vida urbana democrática.

Galeria de projetos

Parque das Ocupações

Parque das Ocupações

PRJ074 | Comunicação visual do edifício e da cidade

No segundo semestre de 2017, as pautas do direito à moradia e da preservação ambiental no Vale das Ocupações estavam sendo discutidas na extensão pelo programa Natureza Política e na pesquisa Jardins Possíveis.  Os alunos dos cursos de Design e de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, foram convidados a problematizar as relações visuais entre os componentes do espaço urbano no território abordado, por meio da disciplina “Comunicação Visual: o Edifício e a Cidade”, ministrada pela professora Luciana Bragança. 

Contexto da disciplina

A experiência buscou discutir o encontro entre os humanos  e não-humanos e os seus encadeamentos na constituição da paisagem da cidade bem como de seus equipamentos, mobiliários e serviços, apresentando a comunicação visual como uma ferramenta prospectiva e de informação do cotidiano, capaz de gerar possibilidades e processos de intervenção. 

Nesse sentido, a disciplina, em decorrência da aplicação de um processo investigativo, teve como resultado a criação de sinalizações urbanas — córrego, árvores, plantas, nome de ruas e numeração de casas —para o vale. 

Os objetivos gerais da disciplina foram:

  • Discutir, apresentar e problematizar as possibilidades da comunicação visual aplicada ao espaço urbano e seus equipamentos, mobiliários e serviços. 
  • Discutir, apresentar e problematizar a comunicação visual como um importante campo da vida urbana e como ferramenta prospectiva e de informação do cotidiano.

Os objetivos específicos foram:

Induzir, incentivar e aprimorar a capacidade dos alunos de:

  • Pesquisar sobre modos de comunicar, na cidade. 
  • Coletar e interpretar dados culturais, ambientais, físico-geográficos; sintetizar as principais informações, elaborar diagramas, gráficos, mapas temáticos, tabelas, análise crítica, etc.
  • Elaborar e produzir um sistema gráfico ambiental.
  • Tornar visíveis as narrativas propostas no espaço.

Processos de aproximação no território

O primeiro exercício teve como objetivo a compreensão do território e, sobretudo, a forma como é estabelecida a relação entre diferentes atores humanos e não-humanos. Para isso, os alunos foram incentivados a questionar e aprimorar suas habilidades de pesquisa, comunicação elucidativa e produção descritiva. 

Sendo assim, em um primeiro momento, foi realizada uma pesquisa que abordasse os modos de comunicação na cidade, cujo processo indagativo esteve atrelado à coletânea e interpretação de dados culturais, ambientais, e físico-geográficos. Em seguida, essas informações foram discutidas e, posteriormente, sintetizadas por meio da elaboração de diagramas, gráficos, mapas temáticos, tabelas e análises críticas.

O primeiro exercício teve como resultado a elaboração de diagramas, gráficos e mapas temáticos da área com construção de narrativas e estudo de possibilidades para a proposta de sinalização.

Produção de cartografias

Os levantamentos realizados evidenciaram a necessidade de criação de uma narrativa socioambiental que conciliasse as potências intrínsecas e as redes de relações entre os elementos do parque – as pessoas, o cotidiano, o rio, as plantas e animais –  e a cidade com objetivo de aproximar as lutas. Essa cartografia foi essencial para a construção de um entendimento  que resultou em um processo de intervenção, uma vez que evidenciou  os atores e as agências presentes no Vale das Ocupações e elencou as possibilidades de linguagem gráfica que poderiam ser implementadas pela comunicação visual no local. 

Dessa forma, optou-se pela construção de narrativas que fossem capazes de atrelar as esferas previamente questionadas a partir do destaque desses  atores: pessoas, água, vegetação, cultivo, animais, moradia e luta.

Propostas

O segundo exercício desenvolvido pelos alunos, baseado na cartografia produzida, teve como objetivo propor sinalização para o local com: família tipográfica, Textos, Iconografia, símbolos, pictogramas, logotipos e confeccionar a sinalização

Foi proposto um  Sistema Gráfico Ambiental, como desenvolvimento da sinalização indicativa do Vale das Ocupações, constituída pelas placas com os elementos do território. Foi  proposto também a criação das placas das ruas e de números em acrílico das  casas. A numeração foi desenvolvida segundo a legislação e tem como objetivo garantir um endereço e servir de base para a Regularização Fundiária.

Por fim, com o objetivo de garantir o direito básico a um endereço e reforçar o entendimento de que a luta pela moradia e o meio-ambiente não são excludentes, essas placas de numeração foram inseridas nas casas da ocupação Paulo Freire em 2018, mediante uma ação promovida no território pela extensão, seguindo a lógica apresentada no mapeamento a seguir:

Alun@s

Leticia de Paula Silva 

Maira Louise Martins de Freitas

Marcus Vinicius Barbosa Deusdedit

Maria Celeste Rodrigues da Silva

Nathalia Carvalho de Lima

Nina Vidigal

Paola Resende Galvão 

Pedro Henrique Batista da Silva 

Rodney Gomes Arouca Silva 

Wenderson Tulio Carneiro

O parque que nos falta | Parque Municipal Américo Renné Giannetti

O parque que nos falta | Parque Municipal Américo Renné Giannetti

PRJ074 | Comunicação visual do edifício e da cidade

No primeiro semestre de 2017, as políticas públicas e projetos urbanos que privilegiam agentes humanos em detrimento da preservação ambiental e dos outros agentes que não os humanos estavam sendo discutidas na extensão pelo programa Natureza Políticas e na pesquisa Jardins Possíveis. A pesquisa estava levantando o histórico dessa relação entre urbanização e supressão de espaços para os não- humanos como água, animais e plantas na cidade de Belo Horizonte.  Os alunos dos cursos de Design e de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG foram convidados a problematizar a implantação do Parque Municipal, muito menor que o proposto no plano de Aarão, e a diminuição de áreas verdes urbanas por meio da disciplina “Comunicação Visual: o Edifício e a Cidade” ministrada pela professora Luciana Souza Bragança. 

Contexto da disciplina

A experiência buscou discutir o encontro entre os humanos  e não-humanos com seus conflitos e disputas e os seus encadeamentos na constituição da paisagem da cidade bem como de seus equipamentos, mobiliários e serviços, apresentando a comunicação visual como uma ferramenta prospectiva e de informação do cotidiano, capaz de gerar possibilidades de crítica, entendimento de narrativas não hegemônicas e processos de intervenção. 

Nesse sentido, a disciplina, em decorrência da aplicação de um processo investigativo, teve como resultado a criação de sinalizações urbanas que fizessem vir à tona esse território multiespécie perdido na urbanização histórica de Belo Horizonte.

Os objetivos gerais da disciplina foram:

  • Discutir, apresentar e problematizar as possibilidades da comunicação visual aplicada ao espaço urbano e seus equipamentos, mobiliários e serviços. 
  • Discutir, apresentar e problematizar a comunicação visual como um importante campo da vida urbana e como ferramenta prospectiva e de informação do cotidiano.

Os objetivos específicos foram:

Induzir, incentivar e aprimorar a capacidade dos alunos de:

  • Pesquisar sobre modos de comunicar, na cidade. 
  • Coletar e interpretar dados culturais, ambientais, físico-geográficos; sintetizar as principais informações, elaborar diagramas, gráficos, mapas temáticos, tabelas, análise crítica, etc.
  • Elaborar e produzir um sistema gráfico ambiental.
  • Tornar visíveis as narrativas invisíveis no espaço.

Processos de aproximação no território

O primeiro exercício teve como objetivo a compreensão do território e, sobretudo, a forma como é estabelecida a relação entre diferentes atores humanos e não-humanos. Para isso, os alunos foram incentivados a questionar e aprimorar suas habilidades de pesquisa, comunicação elucidativa e produção descritiva. 

Sendo assim, em um primeiro momento, foi realizada uma pesquisa que abordasse os modos de comunicação na cidade, cujo processo indagativo esteve atrelado à coletânea e interpretação de dados culturais, ambientais, e físico-geográficos. Em seguida, essas informações foram discutidas e, posteriormente, sintetizadas por meio da elaboração de diagramas, gráficos, mapas temáticos, tabelas e análises críticas.

O primeiro exercício teve como resultado a elaboração de diagramas, gráficos e mapas temáticos da área com construção de narrativas e estudo de possibilidades para a proposta de sinalização. Nessa etapa a Professora Izabella Galera apresentou aos alunos sua pesquisa sobre o Parque Municipal Américo Renné Giannetti.

Produção de cartografias

Os levantamentos realizados evidenciaram a necessidade de criação de uma narrativa socioambiental que colocasse em evidência os elementos do “parque que nos falta” trazendo para o espaço urbano – as pessoas, o cotidiano, o rio, as plantas e animais –  com objetivo de evidenciar a disputa e os elementos subtraídos da cidade. Essa cartografia foi essencial para a construção de um entendimento  que resultou em um processo de intervenção e elencou as possibilidades de linguagem gráfica que poderiam ser implementadas pela comunicação visual no local. 

Proposta

O segundo exercício desenvolvido pelos alunos, baseado na cartografia produzida, teve como objetivo propor sinalização para o local com: família tipográfica, textos, Iconografia, símbolos, pictogramas, logotipos e confeccionar a sinalização Foi proposto um  Sistema Gráfico Ambiental, como desenvolvimento da sinalização implantada no Parque pelos alunos.

Resultados

O parque que nos falta ainda pode ser cultivado:

Cartões com sementes recolhidas no parque foram pendurados próximos à passagens dentro do parque municipal para que as pessoas pudessem pegar e plantar as sementes.

Memórias do parque:

Foram produzidos adesivos para que as pessoas levassem com o que não gostariam de perder no parque municipal.

O que você perdeu?

Os alunos produziram lambes e colaram nos mobiliários ao redor do parque explicitando a porcentagem de vida animal e vegetal que se perdeu com a não implantação do parque em sua totalidade.

Sobre o tal… Parque municipal

Foram produzidos lambes e colados nos postes ao redor do parque com uma crítica à política urbana.

Revista

Alun@s

Albanusa Benigna Franco Costaa

Alexandre Pawlow Torres

Alice Peracio De Paula Diniz

Ana Cecilia Oliveira De Souza

Ana Leticia Rodrigues Costa

Aparecida De Fatima Fernandes

Arthur Rodolfo Portela Ribeiro

Carolina Coffran Ferreira Barbosa

Cássio Douglas Valadares Torres

Douglas Felipe De Souza Santiago

Eunice Aparecida De Faria

Gustavo Chaves Barbosa

Gustavo Oliveira Costa

Izan Machado Rodrigues

Josue Marques Ribeiro

Lucas Rodrigues De Souza

Maria Celeste Rodrigues Da Silva

Marina Luiza Morais De Almeida Martins

Rebeca Fonseca Candido

Tainah Medeiros Da Silva

Thais Vieira Resende

São Geraldo: Narrativas da natureza

São Geraldo: Narrativas da natureza

PRJ074 | Comunicação visual do edifício e da cidade

A experiência desenvolvida na disciplina “Comunicação Visual o edifício e a Cidade”  (primeiro semestre de 2018) oferecida a alunos do curso de Design e Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais produziu um mapeamento e uma sinalização inseridas no território na Rua Souza Aguiar .

Essa sinalização tinha o seguinte objetivo: localizar e relacionar os jardins privados e públicos que se desenvolviam na Rua Souza Aguiar, no bairro São Geraldo em Belo Horizonte. O objetivo de inserir essa sinalização no espaço público da rua era explicitar as relações entre humanos e não-humanos que se desenvolvem nos Jardins desse território. Era tornar visível as narrativas da natureza que se desenvolvem cotidianamente no bairro.

Contexto da disciplina

No primeiro semestre de 2018, a pesquisa Jardins Possíveis estava mapeando jardins no bairro São Geraldo, zona leste de Belo Horizonte a montante do ribeirão Arrudas. A pesquisa estava investigando as relações multiespécies nesses jardins.   Os alunos dos cursos de Design e de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG foram convidados a criar um sistema gráfico ambiental que favorecesse a comunicação com os jardineiros por meio da disciplina “Comunicação Visual: o Edifício e a Cidade” ministrada pela professora Luciana Souza Bragança. 

A disciplina propôs a marcação física do território por meio da criação de um sistema gráfico ambiental com uma sinalização implantada, como forma de chamar a atenção tanto para os jardins e suas relações multiespécie como para a pesquisa, buscando o estreitamento dos laços entre a pesquisa Jardins Possíveis, os moradores e entre o território, enfim entre todos os agentes. Essa marcação foi desenvolvida junto aos alunos A disciplina contou com o apoio de uma bolsista de iniciação científica.

O sistema gráfico ambiental tem o cuidado de moldar a informação ao seu contexto, associando-a as questões do lugar, ecológicas e de preservação. É neste sentido que o termo design gráfico ambiental suplanta a ideia de sinalização (signage), pois esta diferença semântica reforça e distingue a prática profissional e teórica consciente (design gráfico ambiental) da prática essencialmente comercial (sinalização). Estes projetos precisam ser desenvolvidos com uma visão mais global e interdisciplinar, não somente definindo os conceitos gráficos (tipografia, pictogramas, setas, imagens, grafismos, diagramação e cor) e formais, mas considerando também as demais relações espaciais (VELHO, 2006)

Os objetivos didáticos descritos na ementa da disciplina foram: compreender as relações sóciosespaciais proporcionadas pelos agentes sócio naturais; relações visuais entre os elementos que compõem o espaço urbano e a arquitetura mediados pela natureza; processos de intervenção na paisagem da cidade por meio da comunicação visual.   

Os objetivos gerais da disciplina foram: discutir, apresentar e problematizar as possibilidades da comunicação visual aplicada ao espaço urbano e seus equipamentos, mobiliários e serviços; apresentar, discutir e problematizar a comunicação visual como um importante campo da vida urbana e como ferramenta prospectiva e de informação do cotidiano. Os objetivos específicos são induzir, incentivar e aprimorar a capacidade dos alunos de: pesquisar sobre modos de comunicar na cidade; coletar e interpretar dados culturais, ambientais, físico-geográficos; sintetizar as principais informações; elaborar diagramas, gráficos, mapas temáticos, tabelas, análise crítica; elaborar e produzir um sistema gráfico ambiental; implantar esse sistema gráfico ambiental para tornar visíveis as narrativas da natureza no espaço.

Processos de aproximação no território

No primeiro momento foi apresentado aos alunos o local da intervenção, a história desse local, a forma urbana da ocupação e suas peculiaridades, e as pessoas já mapeadas que cultivavam jardins em suas casas e na área comum. Foi também feita uma visita ao local.

Proposta

Foi proposto, então, aos alunos que desenvolvessem o sistema gráfico ambiental com o seguinte objetivo: localizar e relacionar os jardins privados e públicos que se desenvolviam na Rua Souza Aguiar, no bairro São Geraldo em Belo Horizonte. O objetivo de inserir essa sinalização no espaço público da rua era explicitar as relações entre humanos e não-humanos que se desenvolvem nos jardins desse território. Era também inscrever no território a pesquisa e estreitar os laços com os moradores. Finalmente, a proposta buscou também aproximar os jardineiros entre si.

Resultados

Os alunos propuseram uma pintura no piso, lambe-lambes a serem colocados nos postes que continham a legenda desse mapeamento. Um mapa também foi produzido em papel para ser deixado junto ao Bar do Tata, local de reunião dos moradores. Só foi colocada a sinalização em frente às casas das pessoas que permitiram a sinalização.

Após a sinalização ter sido implantada foi despertado o interesse de alguns moradores em saber do que se tratava aquela intervenção. Tal ação contribuiu de forma significativa para a aproximação da pesquisa e dos pesquisadores com os moradores, para chamar atenção para àqueles elementos multiespécie que compunham os jardins comuns e para identificação mútua dos jardineiros.

Alun@s

Gustavo Rocha Palhares Horta

Isadora De Paula Lisboa

Karina Ribeiro Magalhaes

Lucas De Souza Dota

Luiz Miranda Pereira

Marina Lana De Paula

Marina Ribeiro Ferraz De Ferraz

Nina Correa Vidigal

Thales Santiago Duarte Clara

Mobiliário MLBUS

Mobiliário MLBUS

PRJ064 | Desenho Técnico

O Desenho Técnico surgiu da necessidade de representar objetos em projetos de Design e Arquitetura. A principal finalidade do Desenho Técnico é a representação no plano, das formas tridimensionais de modo a possibilitar a reconstituição espacial posterior das mesmas. Tal operação requer abstração e visão espacial.

A proposta da disciplina é inverter esse caminho. Ao se fazer isso, o objeto tridimensional ajuda o aluno a construir um entendimento físico do processo, já que o objeto a ser representado está lá e a projeção do mesmo em diedro deixa de ser abstrata. Isso torna a compreensão do processo de fabricação mais incorporada ao processo de projeto. Assim uma linha representada deixa de ser uma linha e passa incorporar significados de fabricação como: serrar, parafusar. Tal inversão ainda diminui a distância entre a representação e a construção.

Durante a disciplina Desenho técnico I, os alunos exercitaram sua capacidade de representação em croqui, planejamento de montagem elaborado a partir dos croquis produzidos, capacidade de construção de objetos usando desenho técnico como ferramenta, representação técnica construída a partir de objeto tridimensional.  É proposta, a cada semestre na disciplina, a construção do objeto como forma de entender a representação e sua finalidade. Tal objeto é definido por demandas da comunidade.

Mobiliário para o MLBUS

No primeiro semestre de 2017 trabalhou-se com as demandas das Ocupações do Barreiro para mobiliário para a biblioteca e de suporte para as feiras e bazares que eles promovem como parte da estratégia de financiamento. Os mobiliários foram incorporados ao projeto do MLBus e desenvolvidos pelos alunos do curso de Design da na disciplina UFMG ministrada pela professora Luciana Bragança em colaboração com a professora Marcela Silviano Brandão. Essa interação foi proposta como forma de aproximar comunidade e universidade numa construção mútua de saberes.

Bazar realizado com suporte do mobiliário produzido na disciplina

Processo de produção do mobiliário

Entrega do mobiliário

Hortelões da Lagoinha

Hortelões da Lagoinha

PRJ064 | Desenho Técnico

O Desenho Técnico surgiu da necessidade de representar objetos em projetos de Design e Arquitetura. A principal finalidade do Desenho Técnico é a representação no plano, das formas tridimensionais de modo a possibilitar a reconstituição espacial posterior das mesmas. Tal operação requer abstração e visão espacial.

A proposta da disciplina é inverter esse caminho. Ao se fazer isso, o objeto tridimensional ajuda o aluno a construir um entendimento físico do processo, já que o objeto a ser representado está lá e a projeção do mesmo em diedro deixa de ser abstrata. Isso torna a compreensão do processo de fabricação mais incorporada ao processo de projeto. Assim uma linha representada deixa de ser uma linha e passa incorporar significados de fabricação como: serrar, parafusar. Tal inversão ainda diminui a distância entre a representação e a construção.

Durante a disciplina Desenho técnico I, os alunos exercitaram sua capacidade de representação em croqui, planejamento de montagem elaborado a partir dos croquis produzidos, capacidade de construção de objetos usando desenho técnico como ferramenta, representação técnica construída a partir de objeto tridimensional.  É proposta, a cada semestre na disciplina, a construção do objeto como forma de entender a representação e sua finalidade. Tal objeto é definido por demandas da comunidade.

Mobiliário para os Hortelões da Lagoinha

No primeiro semestre de 2018, foi feita uma parceria da disciplina com a pesquisa Jardins Possíveis e o Hortelões da Lagoinha para o desenvolvimento de mobiliários com base nas demandas da comunidade. Essa interação foi proposta como forma de aproximar comunidade e universidade numa construção mútua de saberes. Os Hortelões da Lagoinha são uma iniciativa coletiva, realizada por moradores de Belo Horizonte, que implementam hortas urbanas sob o pretexto da criação de novos processos de produção de alimentos e de ocupação urbana. O mobiliário construído foi baseado nas necessidades dos Hortelões de sombra e um espaço para comer, guardar ferramentas, sentar e expor informações. 

O primeiro espaço escolhido pelo projeto para a implementação de uma horta urbana chama-se “Quintal de Sô Antônio” e trata-se de uma área remanescente da duplicação da Avenida Presidente Antônio Carlos lindeira à Rua Francisco Soucasseaux, onde está sendo construída uma horta. Os hortelões pretendem transformar o local em laboratório a céu aberto, com troca de experiências, conhecimentos, plantio, confraternização e ações culturais.

Processo de produção do mobiliário

Entrega do diário de pesquisa

Na ocasião, também foi entregue um diário de pesquisa, que guardará todas as anotações do cotidiano dos Hortelões para ajudar na pesquisa do Jardins Possíveis posteriormente. O uso de “Diário de Jardins” se baseia na hipótese de que as anotações podem ser interfaces de virtualização da memória e da potente ampliação da possibilidade de pesquisa de duração mais longa sem a presença do pesquisador. Isso permite que as relações sócio-espaciais e os atores em jogo nos jardins estudados fiquem em evidência, além de complementar o modo tradicional de pesquisa – entrevistas e questionários.

Mobiliário para a creche Tina Martins

Mobiliário para a creche Tina Martins

PRJ064 | Desenho Técnico

O Desenho Técnico surgiu da necessidade de representar objetos em projetos de Design e Arquitetura. A principal finalidade do Desenho Técnico é a representação no plano, das formas tridimensionais de modo a possibilitar a reconstituição espacial posterior das mesmas. Tal operação requer abstração e visão espacial.

A proposta da disciplina é inverter esse caminho. Ao se fazer isso, o objeto tridimensional ajuda o aluno a construir um entendimento físico do processo, já que o objeto a ser representado está lá e a projeção do mesmo em diedro deixa de ser abstrata. Isso torna a compreensão do processo de fabricação mais incorporada ao processo de projeto. Assim uma linha representada deixa de ser uma linha e passa incorporar significados de fabricação como: serrar, parafusar. Tal inversão ainda diminui a distância entre a representação e a construção.

Durante a disciplina Desenho técnico I, os alunos exercitaram sua capacidade de representação em croqui, planejamento de montagem elaborado a partir dos croquis produzidos, capacidade de construção de objetos usando desenho técnico como ferramenta, representação técnica construída a partir de objeto tridimensional.  É proposta, a cada semestre na disciplina, a construção do objeto como forma de entender a representação e sua finalidade. Tal objeto é definido por demandas da comunidade.

Mobiliário para a creche Tina Martins

No segundo semestre de 2016 trabalhou-se com as demandadas da Casa de Referência a Mulher Tina Martins por mobiliário de suporte para a creche da casa. A Casa de Referência da Mulher Tina Martins é um espaço, o qual visa fortalecer mulheres em situações de vulnerabilidade e/ou violência doméstica. Atualmente, desenvolve trabalhos a partir de 4 eixos: formação política; encaminhamento; acolhimento; abrigamento. A creche é um espaço relevante dentro da proposta, pois muitas mulheres possuem filhos e o acolhimento passa por acolher também essas crianças.

Processo de produção do mobiliário

Entrega do mobiliário

Alun@s

Alex Barros Prieto Junior 

Ana Carolina Oliveira De Abreu 

André Christofaro Braganca De Matos 

Aparecida De Fatima Fernandes 

Bruna Oliveira Rios 

Caroline Luiza De Lima Santos 

Daniele Cristina De Oliveira 

Debora Cristina Meira Da Silva Barbosa 

Gabrielly Eleuterio Dos Santos 

Giovani Luiz Giuberti 

Gustavo Silveira Bueno Da Silva 

Isabela Nantes 

Karen Kerdley Silva Medeiros 

Karina Cotoschi De Abreu 

Leticia Colombi Camillo Do Carmo 

Lucas Gomes Abreu Rosa 

Maiara Luchi Camilotti 

Marcelo Gomes Bello De Oliveira Noronha 

Marina Lana De Paula 

Mercia De Andrade Barbosa Guilherme 

Mirela Catarina De Oliveira 

Roberto Junio Teixeira Neves 

Rogerio Januario Vieira Junior 

Sofia Clemente Motta Teixeira 

Vanessa Almeida Costa 

Victor Araujo Mendes 

Wanderson Leandro Gomes Rodrigues

Bazar do Pomar do Cafezal

Bazar do Pomar do Cafezal

PRJ064 | Desenho Técnico

O Desenho Técnico surgiu da necessidade de representar objetos em projetos de Design e Arquitetura. A principal finalidade do Desenho Técnico é a representação no plano, das formas tridimensionais de modo a possibilitar a reconstituição espacial posterior das mesmas. Tal operação requer abstração e visão espacial.

A proposta da disciplina é inverter esse caminho. Ao se fazer isso, o objeto tridimensional ajuda o aluno a construir um entendimento físico do processo, já que o objeto a ser representado está lá e a projeção do mesmo em diedro deixa de ser abstrata. Isso torna a compreensão do processo de fabricação mais incorporada ao processo de projeto. Assim uma linha representada deixa de ser uma linha e passa incorporar significados de fabricação como: serrar, parafusar. Tal inversão ainda diminui a distância entre a representação e a construção.

Durante a disciplina Desenho técnico I, os alunos exercitaram sua capacidade de representação em croqui, planejamento de montagem elaborado a partir dos croquis produzidos, capacidade de construção de objetos usando desenho técnico como ferramenta, representação técnica construída a partir de objeto tridimensional.  É proposta, a cada semestre na disciplina, a construção do objeto como forma de entender a representação e sua finalidade. Tal objeto é definido por demandas da comunidade.

Mobiliário para o pomar do Cafezal

No primeiro semestre de 2016 trabalhou-se com as demandas do Pomar do Cafezal por mobiliário de suporte para as feiras e bazares que eles promovem. O projeto Pomar do cafezal é desenvolvido pela professora Leta, Margarete Silva, para construir a partir do pomar a estabilização de um talude proporcionando a permanência da Vila que estava ameaçada de desapropriação pelos órgãos governamentais. Os bazares são parte da estratégia de financiamento da proposta. Os mobiliários foram desenvolvidos pelos alunos do curso de Design da na disciplina UFMG ministrada pela professora Luciana Bragança em colaboração com a professora Leta. Essa interação foi proposta como forma de aproximar comunidade e universidade numa construção mútua de saberes.

Processo de produção do mobiliário

Bazar pomar do cafezal

Alun@s

Alex Barros Prieto Junior

Alice Perácio De Paula Diniz

Amália Rodrigues Silva

Ana Clara Coelho Mendes

Ana Leticia Rodrigues Costa

Brenda Laura De Oliveira Leite

Bruna Amaral Torres

Camilla Reis Alves Dau

Cintia Marques Henrique

Dafne Rivadeneira Griner

 Davide Chech

Debora Cristina Meira Da Silva Barbosa

Eunice Aparecida De Faria

Igor Caramaschi

Isadora De Paula Lisboa

Leticia Ribeiro De Martino

Lucas Alves Braga Silva

Mariana Guimarães Jacinto

Mirela Catarina De Oliveira

Raquel Martins De Alkimin Alves

Rebeca Fonseca Candido

Stephanie De Figueiredo Silveira

Thaina Laura Sousa De Almeida

Voronoff Starling Neto

Ygor Gustavo Coelho Silveira

linguagens técnicas e poéticas

As significações imaginárias e simbólicas sobre o que sejam “cidades mais justas e sustentáveis” são diversas e atravessadas pelos valores instituídos. Para ampliar tais significações é preciso acionar linguagens diversas, oriundas dos campos técnicos e poéticos.

narrativas

Para um mesmo fato, surge mais de uma narrativa que explica/justifica tal fato, ou seja, há muitas figurações que precisam ser expandidas, antes que se faça uma separação precoce do que possa ser falso ou verdadeiro, exato ou figurativo. A partir da diversidade de narrativas, orbitam atores humanos e não-humanos diversos, antagônicos ou não.

cartografia

A cartografia como metodologia assume a pesquisa como dispositivo de intervenção, produtora de acontecimentos abertos à imprevisibilidade da ação.


O movimento alternado do observador-pesquisador, ora em direção ao processo que pretende analisar, ora se afastando dele, desestabiliza a separação entre sujeito e objeto, tornando sujeitos políticos tudo e todos os envolvidos nos processos, com vozes e saberes a serem compartilhados, e, por isso, passíveis de transformação.

assessoria técnica

Várias atividades extensionistas desenvolvidas pelo Natureza Política se aproximam das práticas de Assessoria Técnica, na medida em que demandas socioespaciais são trazidas por moradores e/ou lideranças comunitárias. Contudo, essas demandas são sempre problematizadas, tendo em vista a sua articulação à pesquisa e à produção de uma ciência viva e engajada socialmente, na fricção do erudito e do popular, resultando em um conjunto de técnicas e procedimentos coletivamente acordados, que visa a inclusão social e a justiça ambiental.

giro epistemológico

O chamado “giro espacial” é identificado a partir de uma mudança de ênfase da dimensão temporal para a dimensão espacial da sociedade, mudança esta ocorrida, aproximadamente, a partir do início da década de 1980 em termos da reflexão teórica, mas com raízes concretas que remontam aos movimentos culturais e eco lógicos dos anos 1960-70. O termo “giro decolonial” foi “cunhado originalmente por Nelson Maldonado-Torres em 2005” e “basicamente significa o movimento de resistência teórico e prático, político e epistemológico, à lógica da modernidade/colonialidade.

(HAESBAERT)

práxis instituinte

A única práxis emancipadora é aquela que faz do comum a nova significação do imaginário social. Isso significa também que o comum, […], sempre pressupõe uma instituição aberta para a sua história, […], para tudo aquilo que funcione como o seu inconsciente.

(Dardot&Laval, 2016, p.368)

comum

O comum deve ser pensado como co-atividade (…) somente a atividade prática dos homens pode tornar as coisas comuns (…), pode produzir um novo sujeito coletivo.

Se existe “universalidade”, só pode ser trata-se de uma universalidade prática.

(Dardot&Laval, 2016, p.40)

imaginários radicais

A história é impossível e inconcebível fora da imaginação produtiva ou criadora, do que nós chamamos imaginário radical tal como se manifesta ao mesmo tempo e indissoluvelmente no fazer histórico, e na constituição, antes de qualquer racionalidade explícita, de um universo de significações.

(Castoriadis, 1982, p.176)

emancipação

A emancipação advém tanto da compreensão dos mecanismos de poder e sujeição, quanto da destituição da forma de agência que tais mecanismos pressupõe (…) A emancipação é uma deposição do saber, é uma decomposição da voz e a instauração de uma nova gramática de poder na vida social.


(SAFATLE)

dispositivos

“Um conjunto decididamente heterogêneo que engloba discursos, instituições, organizações arquitetônicas, decisões regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados científicos, proposições filosóficas, morais, filantrópicas. Em suma, o dito e o não dito são os elementos do dispositivo”


(Foucault, 2015, p.364)

poder

O poder tem que ser analisado como algo que circula, ou melhor, como algo que só funciona em cadeia.


(FOUCAULT)