natureza política

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GUIA PARA O AUTOCONSTRUTOR EM TERRENOS PERIFÉRICOS DA CIDADE DE SETE LAGOAS - 2023

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RIO, LAZER E CIDADE: DESENVOLVIMENTO DE PARQUE ALAGÁVEL COMO ESTRATÉGIA DE (RE)OCUPAÇÃO ECOCULTURAL DA ANTIGA FEIRA DA PAZ - 2023

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Subbacias do Córrego Suzana e Ribeirão Pampulha: Estratégia de Ocupação para promover relação entre o meio natural, pessoas, animais, plantas e o ambiente urbano - 2023

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MICRODRENAGEM A PARTIR DE ESTACIONAMENTOS: COMO NÃO FAZER BACIAS DE DETENÇÃO - 2023

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Parque Prates, moradia e cultura: Um novo destino para a área do antigo Aeroporto Carlos Prates em Belo Horizonte/MG - 2023

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População em situação de rua em Belo Horizonte: Estudos urbanos e construção de diretrizes arquitetônicas para espaços de acolhimento - 2023

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Lorena de Souza
às margens: vazantes em são franscisco - 2022

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arquitetura para o acolhimento: repensando o abrigo institucional através do conceito de vizinhança - 2022

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Projeto de requalificação para moradia social na região central de Belo Horizonte: um estudo de caso na Ocupação Maria Carolina de Jesus - 2022

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Quadra aberta: uma proposta projetual para morar e reabilitar o hipercentro - 2021

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POR UM HIPERCENTRO DIVERSO E SEM FRONTEIRAS - 2019

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Infraestrutura Anfíbia Estruturas para redescoberta do Rio Guamá em Belém/PA - 2019

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Cartografia do hipercentro de belo horizonte - 2019

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Espaços de fronteira e a fragmentação territorial - possibilidades de conexão Um estudo de caso no bairro Lagoinha - Belo Horizonte/MG - 2018

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centro de acolhimento para mães e bebês de rua - 2017

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a autogestão e as lutas por moradia em belo horizonte: uma cartografia - 2017

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CENTRO DE REFERÊNCIA DA MULHER E DA CRIANÇA CONECTANDO O HIPERCENTRO AO FLORESTA COM SAÚDE, EDUCAÇÃO E LAZER - 2017

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Casa de Referência da Mulher Tina Martins - 2016

linguagens técnicas e poéticas

As significações imaginárias e simbólicas sobre o que sejam “cidades mais justas e sustentáveis” são diversas e atravessadas pelos valores instituídos. Para ampliar tais significações é preciso acionar linguagens diversas, oriundas dos campos técnicos e poéticos.

narrativas

Para um mesmo fato, surge mais de uma narrativa que explica/justifica tal fato, ou seja, há muitas figurações que precisam ser expandidas, antes que se faça uma separação precoce do que possa ser falso ou verdadeiro, exato ou figurativo. A partir da diversidade de narrativas, orbitam atores humanos e não-humanos diversos, antagônicos ou não.

cartografia

A cartografia como metodologia assume a pesquisa como dispositivo de intervenção, produtora de acontecimentos abertos à imprevisibilidade da ação.


O movimento alternado do observador-pesquisador, ora em direção ao processo que pretende analisar, ora se afastando dele, desestabiliza a separação entre sujeito e objeto, tornando sujeitos políticos tudo e todos os envolvidos nos processos, com vozes e saberes a serem compartilhados, e, por isso, passíveis de transformação.

assessoria técnica

Várias atividades extensionistas desenvolvidas pelo Natureza Política se aproximam das práticas de Assessoria Técnica, na medida em que demandas socioespaciais são trazidas por moradores e/ou lideranças comunitárias. Contudo, essas demandas são sempre problematizadas, tendo em vista a sua articulação à pesquisa e à produção de uma ciência viva e engajada socialmente, na fricção do erudito e do popular, resultando em um conjunto de técnicas e procedimentos coletivamente acordados, que visa a inclusão social e a justiça ambiental.

giro epistemológico

O chamado “giro espacial” é identificado a partir de uma mudança de ênfase da dimensão temporal para a dimensão espacial da sociedade, mudança esta ocorrida, aproximadamente, a partir do início da década de 1980 em termos da reflexão teórica, mas com raízes concretas que remontam aos movimentos culturais e eco lógicos dos anos 1960-70. O termo “giro decolonial” foi “cunhado originalmente por Nelson Maldonado-Torres em 2005” e “basicamente significa o movimento de resistência teórico e prático, político e epistemológico, à lógica da modernidade/colonialidade.

(HAESBAERT)

práxis instituinte

A única práxis emancipadora é aquela que faz do comum a nova significação do imaginário social. Isso significa também que o comum, […], sempre pressupõe uma instituição aberta para a sua história, […], para tudo aquilo que funcione como o seu inconsciente.

(Dardot&Laval, 2016, p.368)

comum

O comum deve ser pensado como co-atividade (…) somente a atividade prática dos homens pode tornar as coisas comuns (…), pode produzir um novo sujeito coletivo.

Se existe “universalidade”, só pode ser trata-se de uma universalidade prática.

(Dardot&Laval, 2016, p.40)

imaginários radicais

A história é impossível e inconcebível fora da imaginação produtiva ou criadora, do que nós chamamos imaginário radical tal como se manifesta ao mesmo tempo e indissoluvelmente no fazer histórico, e na constituição, antes de qualquer racionalidade explícita, de um universo de significações.

(Castoriadis, 1982, p.176)

emancipação

A emancipação advém tanto da compreensão dos mecanismos de poder e sujeição, quanto da destituição da forma de agência que tais mecanismos pressupõe (…) A emancipação é uma deposição do saber, é uma decomposição da voz e a instauração de uma nova gramática de poder na vida social.


(SAFATLE)

dispositivos

“Um conjunto decididamente heterogêneo que engloba discursos, instituições, organizações arquitetônicas, decisões regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados científicos, proposições filosóficas, morais, filantrópicas. Em suma, o dito e o não dito são os elementos do dispositivo”


(Foucault, 2015, p.364)

poder

O poder tem que ser analisado como algo que circula, ou melhor, como algo que só funciona em cadeia.


(FOUCAULT)