natureza política

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Evento “Cosmopolíticas: práticas em movimento”

II seminário internacional do natureza política

Convidamos a todxs a participar do lI Seminário Internacional do Natureza Política que ocorrerá em duas etapas. A primeira será o evento “Cosmopolíticas: práticas em movimento”, e a segunda etapa será o “Assessorias Populares: práticas em movimento”. Ambos os eventos contarão com palestra magna, mesas de discussão e oficinas.

A data do primeiro evento será nos dias 13, 14 e 15 de março, e a data do segundo evento será divulgada brevemente.

O seminário contará com a seguinte programação :

Dia 13/03

18h – Abertura

  • Profa Dra Luciana Bragança (Natureza Politica UFMG)

18:30h – Palestra Magna de Abertura

  • Profa Dra Natasha Cabrera (UCUENCA)

19h às 21h – Debate com o público

Dia 14/03

9h às 10:30h – Mesa Redonda I

Conflito sócio ambiental e cosmopolítica: Desafios para caracterização dos territórios populares e dos conflitos socioambientais.

  • Profa Dra Simone Tostes (IFMG)
  • Profa Dra Priscila Musa (PUC,UFMG)
  • Diretoria do Subcomite de Bacias Hidrograficas Rio das Velhas

Mediação: Luana Rocha (NPGAU-UFMG)

Dia 15/03

Mesa Redonda II – 9h às 10:30h

Desafios cosmopolíticos: Desafios para mobilização e sensibilização para as questões ambientais.

  • Profa Dra Monique Sanches (UFOP) 
  • Profa Ms Isabela Prado (UFMG)
  • Laudicena Curvelo Pereira (Gerente do Parque Estadual da Baleia)

Mediação: Marcela Brandão (Natureza Política – UFMG)

linguagens técnicas e poéticas

As significações imaginárias e simbólicas sobre o que sejam “cidades mais justas e sustentáveis” são diversas e atravessadas pelos valores instituídos. Para ampliar tais significações é preciso acionar linguagens diversas, oriundas dos campos técnicos e poéticos.

narrativas

Para um mesmo fato, surge mais de uma narrativa que explica/justifica tal fato, ou seja, há muitas figurações que precisam ser expandidas, antes que se faça uma separação precoce do que possa ser falso ou verdadeiro, exato ou figurativo. A partir da diversidade de narrativas, orbitam atores humanos e não-humanos diversos, antagônicos ou não.

cartografia

A cartografia como metodologia assume a pesquisa como dispositivo de intervenção, produtora de acontecimentos abertos à imprevisibilidade da ação.


O movimento alternado do observador-pesquisador, ora em direção ao processo que pretende analisar, ora se afastando dele, desestabiliza a separação entre sujeito e objeto, tornando sujeitos políticos tudo e todos os envolvidos nos processos, com vozes e saberes a serem compartilhados, e, por isso, passíveis de transformação.

assessoria técnica

Várias atividades extensionistas desenvolvidas pelo Natureza Política se aproximam das práticas de Assessoria Técnica, na medida em que demandas socioespaciais são trazidas por moradores e/ou lideranças comunitárias. Contudo, essas demandas são sempre problematizadas, tendo em vista a sua articulação à pesquisa e à produção de uma ciência viva e engajada socialmente, na fricção do erudito e do popular, resultando em um conjunto de técnicas e procedimentos coletivamente acordados, que visa a inclusão social e a justiça ambiental.

giro epistemológico

O chamado “giro espacial” é identificado a partir de uma mudança de ênfase da dimensão temporal para a dimensão espacial da sociedade, mudança esta ocorrida, aproximadamente, a partir do início da década de 1980 em termos da reflexão teórica, mas com raízes concretas que remontam aos movimentos culturais e eco lógicos dos anos 1960-70. O termo “giro decolonial” foi “cunhado originalmente por Nelson Maldonado-Torres em 2005” e “basicamente significa o movimento de resistência teórico e prático, político e epistemológico, à lógica da modernidade/colonialidade.

(HAESBAERT)

práxis instituinte

A única práxis emancipadora é aquela que faz do comum a nova significação do imaginário social. Isso significa também que o comum, […], sempre pressupõe uma instituição aberta para a sua história, […], para tudo aquilo que funcione como o seu inconsciente.

(Dardot&Laval, 2016, p.368)

comum

O comum deve ser pensado como co-atividade (…) somente a atividade prática dos homens pode tornar as coisas comuns (…), pode produzir um novo sujeito coletivo.

Se existe “universalidade”, só pode ser trata-se de uma universalidade prática.

(Dardot&Laval, 2016, p.40)

imaginários radicais

A história é impossível e inconcebível fora da imaginação produtiva ou criadora, do que nós chamamos imaginário radical tal como se manifesta ao mesmo tempo e indissoluvelmente no fazer histórico, e na constituição, antes de qualquer racionalidade explícita, de um universo de significações.

(Castoriadis, 1982, p.176)

emancipação

A emancipação advém tanto da compreensão dos mecanismos de poder e sujeição, quanto da destituição da forma de agência que tais mecanismos pressupõe (…) A emancipação é uma deposição do saber, é uma decomposição da voz e a instauração de uma nova gramática de poder na vida social.


(SAFATLE)

dispositivos

“Um conjunto decididamente heterogêneo que engloba discursos, instituições, organizações arquitetônicas, decisões regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados científicos, proposições filosóficas, morais, filantrópicas. Em suma, o dito e o não dito são os elementos do dispositivo”


(Foucault, 2015, p.364)

poder

O poder tem que ser analisado como algo que circula, ou melhor, como algo que só funciona em cadeia.


(FOUCAULT)